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O Google lançou o Perfil na Busca: como CEOs podem ter sua própria página

Capa da The New Rails com o título Google Search Profiles for CEOs, ao lado do G do Google em 3D, em vermelho, amarelo, verde e azul, sobre fundo azul escuro

O Google lançou o Perfil na Busca, uma página dentro do Google onde você controla o que aparece quando alguém pesquisa o seu nome: foto, bio, links, posts em destaque e um botão de seguir. A funcionalidade foi lançada nos Estados Unidos em junho e acaba de chegar ao Brasil, em 27 de outubro de 2026 (Google Brasil). Para criar o seu, você precisa de 10 mil seguidores no YouTube, no Instagram, no X ou no TikTok. É mais uma oportunidade de reforçar a presença, a autoridade e a reputação do CEO, o principal porta-voz da marca.

Sobre o Perfil na Busca (Google Search Profile)

Pesquise o nome de um CEO no Google e você vai ver, ao lado dos resultados, um bloco com foto, uma descrição curta e alguns links. Até agora quem montava esse bloco era o próprio Google, com o que encontrava pela internet, e muitas vezes a descrição era um resumo gerado por IA.

Com o Perfil na Busca, esse bloco passa a ser seu. O Google anunciou o produto nos Estados Unidos em 4 de junho de 2026 (Google) e lançou no Brasil em 27 de outubro. Na comunicação em português o Google usa o nome Perfis na Pesquisa.

Antes Com o Perfil na Busca
Quem monta o bloco do seu nome O Google, com o que acha na internet Você
Foto, bio e links Escolhidos pelo Google Escolhidos por você
Posts em destaque Nenhum Até 8 posts fixados
Seguidores dentro do Google Não existe Botão de seguir que leva seu conteúdo ao Discover
Página pública Não existe Uma página num domínio do Google

Para que serve o Perfil na Busca?

Serve para você decidir como aparece no Google. No perfil você escolhe a foto, a bio, até 8 links, até 8 posts fixados e quais contas aparecem. O perfil puxa sozinho o conteúdo das contas que você conectar, e o que você publica aparece ali em 24 a 48 horas (PPC Land).

Como é um Perfil na Busca, em exemplos publicados pelo Google: 1. o perfil no topo dos resultados do Google numa pesquisa pelo nome da criadora, com foto, botão de seguir, seguidores no TikTok, no Instagram e no YouTube e os posts mais recentes; 2. a página do perfil, com imagem de capa, total de seguidores, botão Follow on Google, seguidores no TikTok, no Instagram, no YouTube e no X, vídeos fixados e link para o site; 3. posts fixados e uma lista de links

Exemplos de Perfil na Busca publicados pelo Google em profile.google.com.

Quais são as vantagens do Perfil na Busca?

A maior vantagem é controlar a primeira impressão. Antes de uma reunião, investidores, clientes e candidatos pesquisam o nome do CEO, e com o perfil o que eles encontram é o que você escolheu mostrar.

As outras vantagens:

  • Seguidores dentro do Google. Quem aperta seguir passa a receber o seu conteúdo no Discover, a tela inicial do app do Google (Google).
  • Uma página pública num domínio do Google, que você pode mandar para qualquer pessoa.
  • Uma identidade organizada num lugar que buscadores e IAs leem. Explicamos isso melhor na parte sobre GEO, mais abaixo.

O perfil não muda a sua posição nos resultados: o Google diz que editar o perfil não afeta o ranking do seu conteúdo na Busca nem no Discover (PPC Land).

O que o perfil entrega e o que continua igual: você ganha um painel sob seu controle, um seguidor dentro do Google e um sinal de entidade coerente, enquanto a sua posição na Busca continua a mesma

A vantagem vale para pessoas e veículos. Para empresas e marcas, o Google diz que o painel continua igual e ligado ao Perfil da Empresa no Google (Google for Creators). Por isso, quem ganha são as pessoas: perfis públicos, especialistas e produtores de conteúdo. Para empresas B2B, isso significa mais um canal de presença do CEO e mais um canal de relacionamento com clientes, investidores e o mercado.

Por que o Google lançou o Perfil na Busca agora?

Na nossa leitura, o Google criou o Perfil na Busca porque está perdendo cliques para as respostas de IA. Na rede de publishers da Chartbeat, o tráfego vindo da Busca do Google caiu 40,2% entre julho de 2025 e julho de 2026, depois de cair 21,9% no ano anterior (Search Engine Journal). Quando a página tem um resumo de IA, as pessoas clicam em um resultado em 8% das visitas, contra 15% quando não tem, segundo o Pew Research Center (Pew Research Center).

Gráfico da queda ano contra ano do tráfego do Google para a rede de publishers da Chartbeat: a Busca do Google caiu 21,9% de julho de 2024 a julho de 2025 e 40,2% de julho de 2025 a julho de 2026; o Google Discover caiu 6,6% e depois 34,3%. Com resumo de IA na página, o clique em um resultado cai de 15% para 8% das visitas, segundo o Pew Research Center

Se o clique está sumindo, o Google tenta segurar as pessoas de outro jeito: com seguidores. A cena lembra a Netflix e as locadoras de vídeo, com uma diferença importante. A locadora esperou a queda chegar, e o Google está se mexendo antes, enquanto ainda é dono da tela onde as pessoas começam a pesquisar.

Para um CEO que já cumpre os requisitos, a nossa recomendação é simples: crie o perfil agora, enquanto pouca gente tem, e trate o perfil como cuidado com a própria imagem no Google. Ele custa pouco tempo para montar e ajuda no posicionamento do CEO e da marca.

O que percebemos nas primeiras semanas

O LinkedIn não conta

Para criar o perfil, o Google aceita seguidores do YouTube, do Instagram, do X e do TikTok. O LinkedIn ficou de fora, e para quem vende para empresas isso pesa: é justamente onde a maioria dos executivos B2B construiu audiência. Um CEO com 40 mil seguidores no LinkedIn e 2 mil no Instagram, por exemplo, não consegue criar o perfil.

Plataformas que contam para o portão do Perfil na Busca, com os donos de cada uma: YouTube (Google), Instagram (Meta), X (X Corp) e TikTok (ByteDance) contam; o LinkedIn (Microsoft) não conta. Três motivos prováveis: a herança do Discover, as regras da API do LinkedIn e a concorrência

O Google não explicou a ausência, mas três coisas ajudam a entender:

  • O perfil nasceu do Discover. Em setembro de 2025 o Google anunciou que o Discover ia mostrar posts do X, do Instagram e do YouTube Shorts, e falou em “mais plataformas” sem dizer quais (Google).
  • As regras do LinkedIn. Os termos da API de marketing do LinkedIn só permitem exibir dados de membros dentro do aplicativo de quem usa a API e proíbem o uso em feeds sociais (LinkedIn).
  • A concorrência. O LinkedIn é da Microsoft, dona do Bing e do Copilot, que concorrem com o Google.

Na prática, o executivo B2B que quer o perfil precisa de 10 mil seguidores em uma dessas quatro redes, e o número não soma entre elas. Vale concentrar a energia em uma só, geralmente o X ou o YouTube. O nosso guia de estratégia de conteúdo orgânico para redes sociais ajuda a montar essa audiência.

Uma oportunidade para quem chegar primeiro

O Perfil na Busca ainda é novidade, e quem cria o seu agora sai na frente. Muita gente que já tem audiência suficiente ainda não criou o perfil, e talvez boa parte nem saiba que ele existe. O Google não divulgou quantos perfis foram criados, mas tem facilitado a entrada. Em pouco mais de três meses, ele reduziu o número mínimo de seguidores exigido para criar o perfil: eram 100 mil (300 mil no TikTok) no lançamento, passou para 35 mil em agosto e para 10 mil em 16 de setembro (Search Engine Journal). Na nossa leitura, o Google quer mais perfis criados, e o espaço ainda está aberto para quem chegar primeiro.

Gráfico de barras do número mínimo de seguidores para criar o Perfil na Busca: 100 mil em junho de 2026, 35 mil em agosto de 2026 e 10 mil a partir de 16 de setembro de 2026. Onde já está no ar: Estados Unidos desde 4 de junho, Índia e Canadá desde 6 de outubro, Brasil desde 27 de outubro

Ser early adopter faz diferença. Quem cria o perfil agora ocupa esse espaço no Google antes dos concorrentes, aprende a usar o formato com calma e já tem seguidores acumulados quando o recurso ficar popular. Vale olhar quantos seguidores cada executivo da empresa tem em cada rede, porque muitas vezes alguém já passa dos 10 mil em uma delas e nem sabe.

Como criar o seu Perfil na Busca: passo a passo

  1. Veja se você cumpre o requisito. Você precisa de 10 mil seguidores em uma única rede entre YouTube, Instagram, X e TikTok, e ter 18 anos ou mais (PPC Land).
  2. Arrume a casa antes. Deixe nome, bio e links iguais no site da empresa, nas redes e no LinkedIn.
  3. Acesse profile.google.com/claim com a sua conta Google.
  4. Conecte a rede onde você tem os 10 mil seguidores, para o Google confirmar que é você.
  5. Assuma o perfil que o Google já montou, ou crie um do zero.
  6. Escolha foto, bio, até 8 links e até 8 posts fixados. Fixe o que você quer que um cliente veja antes da primeira reunião.
  7. Coloque UTM em todos os links, para saber quantas visitas o perfil manda para o seu site.
  8. Volte em 30 dias e olhe as visitas que chegaram e o painel de Insights do perfil, que ainda está em beta.

O Google libera o produto aos poucos. Se a opção não aparecer para você na primeira tentativa, vale tentar de novo alguns dias depois.

Criar o perfil é o primeiro passo. Como ele puxa o conteúdo das redes conectadas, o perfil reflete diretamente a qualidade da presença do CEO nesses canais, e redes paradas ou sem direção viram um perfil com posts antigos para quem pesquisa o seu nome.

Por isso, o perfil funciona melhor dentro de uma estratégia de presença executiva, com uma narrativa clara sobre o que a empresa defende, uma linha editorial consistente e a mesma mensagem em todos os pontos de contato: o site, as redes do CEO, o LinkedIn, os eventos e, agora, o próprio Google. Com essa narrativa alinhada, cada novo canal soma autoridade para a marca.

O que o Perfil na Busca tem a ver com GEO, visibilidade em IA e tráfego orgânico?

Durante anos, aparecer no Google significava fazer SEO: otimizar o site para subir na lista de links. Hoje muita gente recebe a resposta pronta, escrita por ferramentas de IA como ChatGPT, Gemini, Perplexity e os resumos de IA do próprio Google, e nem chega a clicar em um link. GEO (generative engine optimization) é o novo SEO: o trabalho de fazer a sua marca e o seu CEO aparecerem e serem citados nessas respostas.

No GEO, a reputação pesa mais do que a posição num ranking. As ferramentas de IA montam a resposta a partir do que encontram sobre uma pessoa ou empresa em vários lugares, e na nossa leitura citam com mais facilidade quem tem uma presença clara e consistente: o mesmo nome, a mesma descrição e o mesmo posicionamento no site, nas redes, nas entrevistas e nos artigos. O Perfil na Busca entra nesse conjunto como uma fonte sobre o CEO hospedada pelo próprio Google e escrita por você.

O perfil também pode trazer visitas por outro caminho, o Discover. O Discover é a página inicial do app do Google, onde aparecem notícias e posts sugeridos para cada pessoa sem que ela precise pesquisar nada, e quem segue o seu perfil passa a ver o seu conteúdo ali. Esse caminho já é o principal do Google até os sites de notícia: no fim de 2025, cerca de 68% das visitas que o Google mandava para esses sites vinham do Discover, segundo a NewzDash (PPC Land).

Para um CEO, isso muda o que significa ter presença no Google. Aparecer numa lista de links passa a valer menos, e a presença depende cada vez mais da identidade: quem você é, o que você publica e quem acompanha você. Escrevemos sobre por que essa construção começa no fundador em por que posicionamento é um problema do fundador.

Quer ajuda para montar a presença do seu CEO?

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Perguntas frequentes

O que é o Perfil na Busca do Google?

É uma página dentro do Google onde você escolhe a foto, a bio, os links e os posts que aparecem quando alguém pesquisa o seu nome. Ela tem um botão de seguir, e quem segue recebe o seu conteúdo no Google Discover.

Quem pode criar um Perfil na Busca?

Quem tem 18 anos ou mais e pelo menos 10 mil seguidores em uma única rede entre YouTube, Instagram, X e TikTok, num país onde o produto já chegou. Os seguidores não somam entre redes, e os do LinkedIn não contam.

Uma empresa pode ter um Perfil na Busca?

Segundo o Google, o painel de empresas e marcas continua igual e ligado ao Perfil da Empresa no Google. Na maioria das empresas B2B, quem consegue criar o perfil é o CEO ou outro executivo com audiência própria.

O Perfil na Busca melhora o ranking no Google?

Não. O Google diz que editar o perfil não muda a posição do seu conteúdo na Busca nem no Discover. O ganho está no controle da sua imagem, nos seguidores dentro do Google e em informações mais consistentes para as ferramentas de IA.

Escrito porMOICMOIC Digital

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